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Como regularizar o alvará do condomínio no Corpo de Bombeiros

O caminho da regularização junto ao CBMSC, por que o alvará vence, o que costuma travar o processo e qual a responsabilidade do síndico enquanto ele não sai.

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3 min de leitura

De todos os assuntos que chegam à mesa de um síndico, o alvará do Corpo de Bombeiros é o que mais gera aquela sensação de não ter a quem recorrer.

A administradora diz que não é com ela. A contabilidade diz que não é contábil. E o síndico, que responde pessoalmente, fica no meio — geralmente descobrindo o problema quando o documento já venceu ou quando o seguro pede a via atualizada.

O alvará não é um documento eterno

Essa é a primeira coisa que costuma surpreender. O alvará tem prazo de validade, e a renovação depende de o prédio continuar atendendo às condições que foram aprovadas originalmente.

Só que prédio muda. Fecha-se uma área de circulação para virar depósito, instala-se um playground onde havia recuo, muda-se a destinação de um salão. Cada uma dessas alterações, isoladamente pequena, pode deixar a edificação diferente daquilo que o projeto aprovado descreve.

Quando isso acontece, a renovação não é um carimbo. É um novo processo.

O que geralmente trava

Na prática, os processos emperram quase sempre nos mesmos pontos:

Projeto desatualizado. A planta aprovada não corresponde ao que existe hoje. Sem regularizar o projeto, não há vistoria que passe.

Manutenção sem comprovação. Extintores, mangueiras, iluminação de emergência e alarme precisam de manutenção periódica — e ela precisa estar documentada. Sistema funcionando sem laudo é, do ponto de vista do processo, sistema não comprovado.

Documentação do condomínio incompleta. CNPJ com pendência, ata de eleição do síndico vencida, convenção não registrada. Nada disso é "coisa de bombeiro", mas trava o protocolo.

Ninguém responsável pelo acompanhamento. O processo tem etapas, exigências e prazos de resposta. Protocolo sem acompanhamento é protocolo que dorme.

O caminho, em ordem

O que funciona é tratar como projeto, com etapas definidas:

  1. Levantamento do que existe. Alvará anterior, projeto aprovado, laudos de manutenção, documentação societária do condomínio. Antes de qualquer coisa, saber de onde se parte.

  2. Comparação entre projeto e edificação. Identificar o que mudou desde a aprovação original. É aqui que se descobre o tamanho real do trabalho.

  3. Adequação do que estiver pendente. Regularização do projeto quando necessário, manutenção dos sistemas e organização dos laudos.

  4. Protocolo e acompanhamento. Entrada do processo e resposta às exigências dentro do prazo, até a vistoria.

  5. Calendário de renovação. Com data de vencimento e responsável definidos, para o próximo síndico não recomeçar do zero.

Enquanto o alvará não sai

Vale dizer com clareza: a irregularidade não é um detalhe administrativo. Ela tem efeito sobre a cobertura de seguro do condomínio, aparece em qualquer fiscalização e — o que mais preocupa — recai sobre quem estava na função.

Muito síndico assume o mandato sem saber a situação do prédio e descobre depois que herdou uma pendência de anos.

Por que tratamos disso

Regularização documental não costuma estar no escopo de uma contabilidade. Aqui está, e por um motivo prático: é o ponto em que o síndico mais fica sem apoio.

Conduzimos o levantamento documental, a adequação às normativas e o processo junto ao Corpo de Bombeiros até a emissão do alvará — junto com a contabilidade do condomínio, sem o síndico ter que costurar três fornecedores diferentes.

Se você não sabe qual é a situação do alvará do seu prédio, esse já é o motivo para conversar com a gente.